Monday, November 17, 2008

With God on our Side

Oh my name it is nothin’
My age it means less
The country I come from
Is called the Midwest
It's taught and brought up there
The law's to abide
And that land that I live in
Has God on its side.
Oh the history books tell it
They tell it so well
The cavalries charged
The Indians fell
The cavalries charged
The Indians died
Oh the country was young
With God on its side.
Oh the Spanish-American
War had its day
And the civil war too
Was soon laid away
And the names of the heroes
Is made to memorize
With guns in their hands
And God on their side.
Oh the first world war, boys
It closed out its fate
The reason for fighting
I never got straight
But I learned to accept it
Accept it with pride
For you don’t count the dead
When god’s on your side.
When the second world war
Came to an end
We forgave the Germans
And we were friends
Though they murdered six million
In the ovens they fried
The Germans now too
Have God on their side.
I’ve learned to hate Russians
All through my whole life
If another war starts
It’s them we must fight
To hate them and fear them
To run and to hide
And accept it all bravely
With God on my side.
But now we got weapons
Of the chemical dust
If fire them were forced to
Then fire them we must
One push of the button
And a shot the world wide
And you never ask questions
When god’s on your side.
In a many dark hour
I’ve been thinkin’ about this
That Jesus ChristWas betrayed by a kiss
But I cant think for you
You’ll have to decide
Whether Judas Iscariot
Had God on his side.
So now as I’m leavin’
I’m weary as hell
The confusion I’m feelin’
Aint no tongue can tell
The words fill my head
And fall to the floor
If god’s on our side
He’ll stop the next war.
- Bob Dillan-
Obrigado Mia Couto, mais uma vez, pela clarividência
Jornal "SAVANA" – 14 de Novembro de 2008
Os africanos rejubilaram com a vitória de Obama. Eu fui um deles. Depois de uma noite em claro, na irrealidade da penumbra da madrugada, as lágrimas corriam-me quando ele pronunciou o discurso de vencedor. Nesse momento, eu era também um vencedor. A mesma felicidade me atravessara quando Nelson Mandela foi libertado e o novo estadista sul-africano consolidava um caminho de dignificação de África. Na noite de 5 de Novembro, o novo presidente norte-americano não era apenas um homem que falava. Era a sufocada voz da esperança que se reerguia, liberta, dentro de nós. Meu coração tinha votado, mesmo sem permissão: habituado a pedir pouco, eu festejava uma vitória sem dimensões. Ao sair à rua, a minha cidade se havia deslocado para Chicago, negros e brancos respirando comungando de uma mesma surpresa feliz. Porque a vitória de Obama não foi a de uma raça sobre outra: sem a participação massiva dos americanos de todas as raças (incluindo a da maioria branca) os Estados Unidos da América não nos entregariam motivo para festejarmos.Nos dias seguintes, fui colhendo as reacções eufóricas dos mais diversos recantos do nosso continente. Pessoas anónimas, cidadãos comuns querem testemunhar a sua felicidade. Ao mesmo tempo fui tomando nota, com algumas reservas, das mensagens solidárias de dirigentes africanos. Quase todos chamavam Obama de "nosso irmão". E pensei: estarão todos esses dirigentes sendo sinceros? Será Barack Obama familiar de tanta gente politicamente tão diversa? Tenho dúvidas. Na pressa de ver preconceitos somente nos outros, não somos capazes de ver os nossos próprios racismos e xenofobias. Na pressa de condenar o Ocidente, esquecemo-nos de aceitar as lições que nos chegam desse outro lado do mundo.Foi então que me chegou às mãos um texto de um escritor camaronês, Patrice Nganang, intitulado: "E se Obama fosse camaronês?". As questões que o meu colega dos Camarões levantava sugeriram-me perguntas diversas, formuladas agora em redor da seguinte hipótese: e se Obama fosse africano e concorresse à presidência num país africano? São estas perguntas que gostaria de explorar neste texto.E se Obama fosse africano e candidato a uma presidência africana?1. Se Obama fosse africano, um seu concorrente (um qualquer George Bush das Áfricas) inventaria mudanças na Constituição para prolongar o seu mandato para além do previsto. E o nosso Obama teria que esperar mais uns anos para voltar a candidatar-se. A espera poderia ser longa, se tomarmos em conta a permanência de um mesmo presidente no poder em África. Uns 41 anos no Gabão, 39 na Líbia, 28 no Zimbabwe, 28 na Guiné Equatorial, 28 em Angola, 27 no Egipto, 26 nos Camarões. E por aí fora, perfazendo uma quinzena de presidentes que governam há mais de 20 anos consecutivos no continente. Mugabe terá 90 anos quando terminar o mandato para o qual se impôs acima do veredicto popular.2. Se Obama fosse africano, o mais provável era que, sendo um candidato do partido da oposição, não teria espaço para fazer campanha. Far-Ihe-iam como, por exemplo, no Zimbabwe ou nos Camarões: seria agredido fisicamente, seria preso consecutivamente, ser-Ihe-ia retirado o passaporte. Os Bushs de África não toleram opositores, não toleram a democracia.3. Se Obama fosse africano, não seria sequer elegível em grande parte dos países porque as elites no poder inventaram leis restritivas que fecham as portas da presidência a filhos de estrangeiros e a descendentes de imigrantes. O nacionalista zambiano Kenneth Kaunda está sendo questionado, no seu próprio país, como filho de malawianos. Convenientemente "descobriram" que o homem que conduziu a Zâmbia à independência e governou por mais de 25 anos era, afinal, filho de malawianos e durante todo esse tempo tinha governado 'ilegalmente". Preso por alegadas intenções golpistas, o nosso Kenneth Kaunda (que dá nome a uma das mais nobres avenidas de Maputo) será interdito de fazer política e assim, o regime vigente, se verá livre de um opositor.4. Sejamos claros: Obama é negro nos Estados Unidos. Em África ele é mulato. Se Obama fosse africano, veria a sua raça atirada contra o seu próprio rosto. Não que a cor da pele fosse importante para os povos que esperam ver nos seus líderes competência e trabalho sério. Mas as elites predadoras fariam campanha contra alguém que designariam por um "não autêntico africano". O mesmo irmão negro que hoje é saudado como novo Presidente americano seria vilipendiado em casa como sendo representante dos "outros", dos de outra raça, de outra bandeira (ou de nenhuma bandeira?).5. Se fosse africano, o nosso "irmão" teria que dar muita explicação aos moralistas de serviço quando pensasse em incluir no discurso de agradecimento o apoio que recebeu dos homossexuais. Pecado mortal para os advogados da chamada "pureza africana". Para estes moralistas – tantas vezes no poder, tantas vezes com poder - a homossexualidade é um inaceitável vício mortal que é exterior a África e aos africanos.6. Se ganhasse as eleições, Obama teria provavelmente que sentar-se à mesa de negociações e partilhar o poder com o derrotado, num processo negocial degradante que mostra que, em certos países africanos, o perdedor pode negociar aquilo que parece sagrado - a vontade do povo expressa nos votos. Nesta altura, estaria Barack Obama sentado numa mesa com um qualquer Bush em infinitas rondas negociais com mediadores africanos que nos ensinam que nos devemos contentar com as migalhas dos processos eleitorais que não correm a favor dos ditadores.Inconclusivas conclusõesFique claro: existem excepções neste quadro generalista. Sabemos todos de que excepções estamos falando e nós mesmos moçambicanos, fomos capazes de construir uma dessas condições à parte.Fique igualmente claro: todos estes entraves a um Obama africano não seriam impostos pelo povo, mas pelos donos do poder, por elites que fazem da governação fonte de enriquecimento sem escrúpulos.A verdade é que Obama não é africano. A verdade é que os africanos - as pessoas simples e os trabalhadores anónimos - festejaram com toda a alma a vitória americana de Obama. Mas não creio que os ditadores e corruptos de África tenham o direito de se fazerem convidados para esta festa.Porque a alegria que milhões de africanos experimentaram no dia 5 de Novembro nascia de eles investirem em Obama exactamente o oposto daquilo que conheciam da sua experiência com os seus próprios dirigentes. Por muito que nos custe admitir, apenas uma minoria de estados africanos conhecem ou conheceram dirigentes preocupados com o bem público.No mesmo dia em que Obama confirmava a condição de vencedor, os noticiários internacionais abarrotavam de notícias terríveis sobre África. No mesmo dia da vitória da maioria norte-americana, África continuava sendo derrotada por guerras, má gestão, ambição desmesurada de políticos gananciosos. Depois de terem morto a democracia, esses políticos estão matando a própria política. Resta a guerra, em alguns casos. Outros, a desistência e o cinismo.Só há um modo verdadeiro de celebrar Obama nos países africanos: é lutar para que mais bandeiras de esperança possam nascer aqui, no nosso continente. É lutar para que Obamas africanos possam também vencer. E nós, africanos de todas as etnias e raças, vencermos com esses Obamas e celebrarmos em nossa casa aquilo que agora festejamos em casa alheia.

Mia Couto

Wednesday, November 12, 2008

Starman...




Goodbye love
Didn't know what time it was the lights were low oh how
I leaned back on my radio oh oh
Some cat was layin down some rock n roll lotta soul, he said
Then the loud sound did seem to fade a ade
Came back like a slow voice on a wave of phase ha hase
That weren't no d.j. that was hazy cosmic jive



There's a starman waiting in the sky
He'd like to come and meet us
But he thinks he'd blow our minds
There's a starman waiting in the sky
He's told us not to blow it
Cause he knows its all worthwhile

He told me:
Let the children lose it
Let the children use it
Let all the children boogie



I had to phone someone so I picked on you ho ho
Hey, that's far out so you heard him too! o o
Switch on the tv we may pick him up on channel two
Look out your window I can see his light a ight
If we can sparkle he may land tonight a ight
Don't tell your poppa or hell get us locked up in fright



There's a starman waiting in the sky
He'd like to come and meet us
But he thinks he'd blow our minds
There's a starman waiting in the sky
He's told us not to blow it
Cause he knows its all worthwhile


He told me:
Let the children lose it
Let the children use it
Let all the children boogie


Starman waiting in the sky
He'd like to come and meet us


But he thinks he'd blow our minds
There's a starman waiting in the sky
He's told us not to blow it
Cause he knows it's all worthwhile


He told me:
Let the children lose it
Let the children use it
Let all the children boogie

La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la


La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la, la
La, la, la, la, la, la, la

Wednesday, November 05, 2008

YES THEY DID!!! YES THEY CAN!


Acabo de assistir a um momento histórico não só para os Estados Unidos, mas para o mundo em geral... não há palavras para descrever as últimas 9 horas. Mais tarde deixo-vos a minha opinião e como vivi a noite. Por agora, deixo-vos as palavras do homem do momento:


PRESIDENT-ELECT BARACK OBAMA:


If there is anyone out there who still doubts that America is a place where all things are possible; who still wonders if the dream of our founders is alive in our time; who still questions the power of our democracy, tonight is your answer.


Its the answer told by lines that stretched around schools and churches in numbers this nation has never seen; by people who waited three hours and four hours, many for the very first time in their lives, because they believed that this time must be different; that their voice could be that difference.


Its the answer spoken by young and old, rich and poor, Democrat and Republican, black, white, Latino, Asian, Native American, gay, straight, disabled and not disabled - Americans who sent a message to the world that we have never been a collection of Red States and Blue States: we are, and always will be, the United States of America.

Its the answer that led those who have been told for so long by so many to be cynical, and fearful, and doubtful of what we can achieve to put their hands on the arc of history and bend it once more toward the hope of a better day.

Its been a long time coming, but tonight, because of what we did on this day, in this election, at this defining moment, change has come to America.

I just received a very gracious call from Senator McCain. He fought long and hard in this campaign, and hes fought even longer and harder for the country he loves. He has endured sacrifices for America that most of us cannot begin to imagine, and we are better off for the service rendered by this brave and selfless leader. I congratulate him and Governor Palin for all they have achieved, and I look forward to working with them to renew this nations promise in the months ahead.

I want to thank my partner in this journey, a man who campaigned from his heart and spoke for the men and women he grew up with on the streets of Scranton and rode with on that train home to Delaware, the Vice President-elect of the United States, Joe Biden.

I would not be standing here tonight without the unyielding support of my best friend for the last sixteen years, the rock of our family and the love of my life, our nations next First Lady, Michelle Obama. Sasha and Malia, I love you both so much, and you have earned the new puppy thats coming with us to the White House. And while shes no longer with us, I know my grandmother is watching, along with the family that made me who I am. I miss them tonight, and know that my debt to them is beyond measure.

To my campaign manager David Plouffe, my chief strategist David Axelrod, and the best campaign team ever assembled in the history of politics - you made this happen, and I am forever grateful for what youve sacrificed to get it done.

But above all, I will never forget who this victory truly belongs to - it belongs to you.

I was never the likeliest candidate for this office. We didnt start with much money or many endorsements. Our campaign was not hatched in the halls of Washington - it began in the backyards of Des Moines and the living rooms of Concord and the front porches of Charleston.
It was built by working men and women who dug into what little savings they had to give five dollars and ten dollars and twenty dollars to this cause. It grew strength from the young people who rejected the myth of their generations apathy; who left their homes and their families for jobs that offered little pay and less sleep; from the not-so-young people who braved the bitter cold and scorching heat to knock on the doors of perfect strangers; from the millions of Americans who volunteered, and organized, and proved that more than two centuries later, a government of the people, by the people and for the people has not perished from this Earth. This is your victory.

I know you didnt do this just to win an election and I know you didnt do it for me. You did it because you understand the enormity of the task that lies ahead. For even as we celebrate tonight, we know the challenges that tomorrow will bring are the greatest of our lifetime - two wars, a planet in peril, the worst financial crisis in a century. Even as we stand here tonight, we know there are brave Americans waking up in the deserts of Iraq and the mountains of Afghanistan to risk their lives for us. There are mothers and fathers who will lie awake after their children fall asleep and wonder how theyll make the mortgage, or pay their doctors bills, or save enough for college. There is new energy to harness and new jobs to be created; new schools to build and threats to meet and alliances to repair.

The road ahead will be long. Our climb will be steep. We may not get there in one year or even one term, but America - I have never been more hopeful than I am tonight that we will get there. I promise you - we as a people will get there.

There will be setbacks and false starts. There are many who wont agree with every decision or policy I make as President, and we know that government cant solve every problem. But I will always be honest with you about the challenges we face. I will listen to you, especially when we disagree. And above all, I will ask you join in the work of remaking this nation the only way its been done in America for two-hundred and twenty-one years - block by block, brick by brick, calloused hand by calloused hand.

What began twenty-one months ago in the depths of winter must not end on this autumn night. This victory alone is not the change we seek - it is only the chance for us to make that change. And that cannot happen if we go back to the way things were. It cannot happen without you.
So let us summon a new spirit of patriotism; of service and responsibility where each of us resolves to pitch in and work harder and look after not only ourselves, but each other. Let us remember that if this financial crisis taught us anything, its that we cannot have a thriving Wall Street while Main Street suffers - in this country, we rise or fall as one nation; as one people.

Let us resist the temptation to fall back on the same partisanship and pettiness and immaturity that has poisoned our politics for so long. Let us remember that it was a man from this state who first carried the banner of the Republican Party to the White House - a party founded on the values of self-reliance, individual liberty, and national unity. Those are values we all share, and while the Democratic Party has won a great victory tonight, we do so with a measure of humility and determination to heal the divides that have held back our progress. As Lincoln said to a nation far more divided than ours, We are not enemies, but friends...though passion may have strained it must not break our bonds of affection. And to those Americans whose support I have yet to earn - I may not have won your vote, but I hear your voices, I need your help, and I will be your President too.

And to all those watching tonight from beyond our shores, from parliaments and palaces to those who are huddled around radios in the forgotten corners of our world - our stories are singular, but our destiny is shared, and a new dawn of American leadership is at hand. To those who would tear this world down - we will defeat you. To those who seek peace and security - we support you. And to all those who have wondered if Americas beacon still burns as bright - tonight we proved once more that the true strength of our nation comes not from our the might of our arms or the scale of our wealth, but from the enduring power of our ideals: democracy, liberty, opportunity, and unyielding hope.

For that is the true genius of America - that America can change. Our union can be perfected. And what we have already achieved gives us hope for what we can and must achieve tomorrow.
This election had many firsts and many stories that will be told for generations. But one thats on my mind tonight is about a woman who cast her ballot in Atlanta. Shes a lot like the millions of others who stood in line to make their voice heard in this election except for one thing - Ann Nixon Cooper is 106 years old.

She was born just a generation past slavery; a time when there were no cars on the road or planes in the sky; when someone like her couldnt vote for two reasons - because she was a woman and because of the color of her skin.

And tonight, I think about all that shes seen throughout her century in America - the heartache and the hope; the struggle and the progress; the times we were told that we cant, and the people who pressed on with that American creed: Yes we can.

At a time when womens voices were silenced and their hopes dismissed, she lived to see them stand up and speak out and reach for the ballot. Yes we can.

When there was despair in the dust bowl and depression across the land, she saw a nation conquer fear itself with a New Deal, new jobs and a new sense of common purpose. Yes we can.
When the bombs fell on our harbor and tyranny threatened the world, she was there to witness a generation rise to greatness and a democracy was saved. Yes we can.

She was there for the buses in Montgomery, the hoses in Birmingham, a bridge in Selma, and a preacher from Atlanta who told a people that We Shall Overcome. Yes we can.

A man touched down on the moon, a wall came down in Berlin, a world was connected by our own science and imagination. And this year, in this election, she touched her finger to a screen, and cast her vote, because after 106 years in America, through the best of times and the darkest of hours, she knows how America can change. Yes we can.

America, we have come so far. We have seen so much. But there is so much more to do. So tonight, let us ask ourselves - if our children should live to see the next century; if my daughters should be so lucky to live as long as Ann Nixon Cooper, what change will they see? What progress will we have made?

This is our chance to answer that call. This is our moment. This is our time - to put our people back to work and open doors of opportunity for our kids; to restore prosperity and promote the cause of peace; to reclaim the American Dream and reaffirm that fundamental truth - that out of many, we are one; that while we breathe, we hope, and where we are met with cynicism, and doubt, and those who tell us that we cant, we will respond with that timeless creed that sums up the spirit of a people:

Yes We Can. Thank you, God bless you, and may God Bless the United States of America.

Tuesday, September 09, 2008

Yeikes... vem aí o IKE!

Eu bem que dizia que não me safava de um...


aliás, até ao final da época de furacões ainda faltam uns mesitos... e não é que tinha razão! Depois do maricas do Gustav (também, com um nome desses do que é que estavam à espera) ter ficado parado por cima do Louisiana como castigo pelos franceses (também são maricas, não se esqueçam) terem construído uma cidade em cima de um pântano em plena rota de furacões (são mesmo estúpidos), agora é a vez do Ike dizer Aloha ao Texas. Tudo indica que tenhamos um "direct hit" lá para 6ª-feira ou Sábado... Ainda bem que 4ª à noite viajo para Portugal para os anos da Caina!

Saturday, September 06, 2008

Não basta serem cegos... ainda por cima são parvos!

Só mesmo deste país é que pode surgir uma notícia destas. Já tem uns meses, mas encontrei-a na minha lista de coisas para lançar no blog e não consegui resistir:

Cegos queixam-se de carro ecológico nos EUA
3 Outubro, 2007

"A Federação Nacional de Cegos dos EUA emitiu um protesto contra a disseminação de carros híbridos, que emitem menos poluentes e fazem pouco barulho. Em causa está o facto de o cegos serem incapazes de ouvir o motor de veículos como o Prius, da Toyota, pelo que dizem estar sob alto risco de atropelamento"... PALAVRAS PARA QUÊ!

Thursday, August 28, 2008

HOPE...
Tudo começou com mera curiosidade da minha parte... quem seria esta pessoa que, cheio de coragem (ou loucura), preparava-se para concorrer contra a "futura Presidente dos EUA"???
Desde que o marido havia saído da Casa Branca que o mundo aguardava tranquilamente pela vinda de Hillary... Ela própria desde cedo traçou os seus objectivos: primeiro o Senado, depois a tentativa de conseguir a presidência do mesmo, e de seguida, a Presidência do país. Na teoria era fácil: ela era uma mulher, tinha charme, poder, conhecimento, experiência... e depois começou a corrida para a nomeação do partido democrata.
À medida que Barak Obama começou a avançar nas "primárias", a minha curiosidade passou a interesse... sobretudo quando me apercebi que tanto os seus opositores democratas como o próprio partido republicano passavam a vida a atacá-lo ferozmente, inventando mentiras (era muçulmano, era radical, etc.) O interesse deu lugar a estupefacção sempre que ouvia os brancos, supostamente educados dizer "ele é preto...", os pretos dizer "não é suficientemente preto", e os latinos dizerem o mesmo que os brancos... Até que ele começou a ganhar... mais do que ganhar, começou a inflingir derrotas pesadas aos opositores, passou a estar à frente na corrida à nomeação.
E aí eu parei para ouvi-lo. Pesquisei, li, ouvi e... fiquei surpreendido. Curiosamente, pela primeira vez em muitos anos, prestei atenção a sério a uma eleição. Pela primeira vez desde 1995, senti-me cativado por um candidato; verdadeiramente interessado no que tinha a dizer... e nem sequer era o meu país que ia a votos. Muito se tem dito e escrito sobre o agora candidato Presidencial Obama... independentemente dos resultados de Novembro, muito se escreverá e dirá no futuro... mas quem está aqui não pode deixar de se sentir tocado...
O ataque dos republicanos, neste momento, centra-se naquilo que supostamente ele não tem (experiência), mas a verdade é que aquilo que me atrai (e a milhões de pessoas não só nos EUA mas no mundo inteiro) é o que ele representa: é jovem, altamente inteligente, eloquente, civilizado (que enorme mudança em relação à política do costume), sonhador, racional, estudioso... e consequentemente, credível. O lema da campanha tem sido HOPE (ESPERANÇA) e CHANGE (MUDANÇA). E é mesmo isso que ele representa, uma enorme esperança não só para os EUA mas para o mundo inteiro! Uma esperança de mudança, uma esperança no futuro... algo que os políticos "experientes" não têm capacidade para transmir... pois foram eles que destruíram o mundo em que vivemos.
No que me diz respeito, estou convencido: ele que ganhe, que ganhe e faça o que tem a fazer. Se correr bem, o mundo será um lugar melhor, se correr mal... ao menos conseguiu fazer algo que ninguém fazia há anos: FEZ-NOS SONHAR E ACREDITAR!
Com isto começa uma série de lançamentos no blog de carácter vincadamente político... com este lançamento quebro uma regra de ouro que tenho respeitado desde que comecei a trabalhar: "não me pronunciar sobre a política dos países estrangeiros onde trabalho"... que se lixe! Também eu tenho o direito de sonhar, de acreditar... num mundo melhor! Pela primeira vez em anos voltei a acreditar que a mudança é possível. Espero que este exemplo ecoe pelo mundo... e que nessa cantinho à beira mar plantado que é Portugal, surja alguém com a clarividência do Barak Obama!
O discurso de aceitação dele está quase a começar... e eu estou sentado em frente à televisão (como tenho estado, aliás, todas as noites desde o primeiro dia da convenção democrática)... entusiasmado! quem diria... eu pelo menos nunca sonharia que tal fosse possível. YES WE CAN!













E de repente o céu escureceu...

O tempo em Houston, nos últimos dias, tem estado magnífico: o calor e a humidade de sempre, mas desta vez com sol!!! Aliás, hoje esteve sol de manhã, sol à tarde e prevê-se sol para o fim de semana, apesar da aproximação do Gustav à costa do golfo... e há 5 minutos atrás estava sol...

Entretanto, de um momento para o outro, ouvi um ruído estranho atrás de mim. Olhei janela fora... e o céu estava preto, chuvia torrencialmente, embora ao longe, da minha janela, visse o resto da cidade debaixo de um sol radioso! Numa questão de segundos, deixei de conseguir ver o resto da cidade (tal a intensidade da chuva), e apanhei um cagaço dos diabos com os relâmpagos e a trovoada intensa!

Não me parece que seja o aquecimento global... é sim a mãe natureza a relembrar-nos que Agosto ainda não terminou e... estamos em Houston! Bem vinda Sra. Chuva, bem vindos Srs. Trovões! Acabam de garantir que vou ficar mais algum tempo no escritório e que os meus planos de ir correr foram com os porcos! No entanto, não posso deixar de rir... esta cidade tem coisas do caraças... vá-se lá saber porque é que as pessoas gostam dela, mas que gostam... gostam... Há algo de especial nisto tudo... tão especial, que até se criou um movimento à volta da cidade: http://www.houstonitsworthit.com/
Looking out to sea I wonder where all the boats have gone... and why I have been left behind...

Ali em Sagres... o olhar é levado obrigatoriamente ao mar... o mar que nos cativou, o mar que nos levou, o mar que nos cativa, o mar que nos levará! Olhando o mar imaginamos o que fica além, as maravilhas que nos esperam, sem nunca esquecermos as que temos de deixar para trás para encontrar algo de novo. Tudo na vida é uma viagem... tudo é feito de largadas e atracagens. Largamos de um porto para chegar a outro. Temos de deixar o passado para trás para chegarmos ao futuro. O futuro está ao virar da esquina. Neste momento preparamos o navio para mais uma viagem. A única certeza: chegaremos a um novo porto! E lá... encontraremos algo de novo... por isso mesmo, ficaremos sempre a ganhar!

O mar ensina-nos a enfrentar a vida... aliás, existe um livro muito bom que faz esse paralelismo, e que recomendo a todos: "First you have to row a little boat" de Richard Bode. Entre outras coisas, o autor, a certa altura escreve uma frase que para mim diz tudo: "I can remain on shore, paralyzed with fear, or I can raise my sails and dip and soar in the breeze".

Neste momento de mudança e alguma incerteza, apetece-me dizer: "Encara a tempestade com o vento na cara, usa o vento para te levar onde queres ir, saboreia o sal que voa das ondas. Vive! VIVE! VIVE! Vive com o que o mundo te dá, encontra a beleza nas manifestações da natureza. Perante o que aparenta ser adversidade ou incerteza... sorri, leva com o vento, APRENDE! E sairás da tormenta mais sensato, com novas lições de vida, mais preparado para enfrentar a próxima tempestade. E devido à experiência adquirida, a próxima tempestade, afinal, parecer-nos-á apenas um pequeno chovisco. Se não enfrentares a tempestade, todos os choviscos parecerão um furacão... e falando em furacões... o Gustav vem a caminho... e eu vou sorrir...enquanto aprendo!

Wednesday, August 27, 2008

O Raio dos Franceses...

Mais uma manhã, mais uma viagem... dia 18 de Agosto, aeroporto da Portela... pela primeira vez o raio do check in correu bem... nem o facto de levar uma mala que parecia uma caixa transportadora de misseis (por acaso eram tacos de golfe) levou o pessoal de terra da TAP a imbirrar comigo! Não deixa de ser curioso que quando viajava com uma criança pequena, inventavam sempre qualquer porra para chatear, mesmo que implicasse desrespeitar as regras da AirFrance... deste vez nem ai, nem ui... boa viagem até à próxima. A única chatice era o raio do dedo do pé que tinha partido na véspera... quem é que me manda dar pontapés na mala antes de me deitar...

Mas nem tudo podia correr bem... à chegada a Paris nova aventura... sair do avião, correr para não perder a ligação... o dedo a doer que se farta! Felizmente cheguei à porta de embarque com tempo de sobra. Mas entretanto, chegou o momento de passar o controle de segurança.

Tira sapatos, tira computador, tira máquina fotográfica, tira relógio, tira telemóvel, tira cinto (mentira... já não viajo de cinto de propósito; é pena não poder viajar sem sapatos)... passa pelo raio do detector de metais: não havia razão para problemas... mesmas calças que tinha usado no voo Houston-Paris-Lisboa, e no voo Lisboa-Paris. Uma T-Shirt simples... nada para apitar... ERRO! Apita! E agora... “tens alguma coisa nos bolsos?”... “não”. Verdade seja dita que o raio das calças têm para aí uns 15 bolsos... cada qual com o seu fecho, botão, etc. de metal... mas nunca tinham apitado antes... passa o detector de mão: NÃO APITA... “desculpa lá... vou ter de te apalpar!” “Porra... outra vez não! Porque raio sempre em Paris... deve ser das calças...” Depois dei comigo a pensar “então... usei as calças quando viajei para Lisboa com a Tânia e a Carolina...não apitaram em Houston... não apitaram em Paris... não apitaram em Lisboa... usei as calças para ir a New York... não apitaram...”

Dava que pensar... fui apalpado em Paris quando viajava sozinho... não fui apalpado uma única vez quando viajava com a Tânia e a Carolina... voltei a ser apalpado quando voltei a viajar sozinho outra vez... eu sempre suspeitei dos franceses... só por causa dessa vou repensar com que calças é que viajo da próxima vez!


I'm back...

Uau... acabo de me sentar à frente do computador e de me aperceber que... há mais de um ano que não faço um lançamento no blog...
Não quer dizer que nada se tenha passado em mais de um ano... bem pelo contrário, muito se passou, mais do que isso, terei passado possivelmente dos melhores dias da minha vida. Mas a minha opção consciente foi a de dedicar todo o meu tempo livre à Tânia e à Carolina. Essa decisão, como é óbvio, afectou o blog, mas não da forma como podem imaginar... o facto de não ter lançado no blog não significa que não tenha escrito. Aliás, há muito escrito por lançar. Há ainda mais na cabeça que nunca foi escrito. Agora está na altura de escrever o que não foi escrito, lançar o que não foi lançado e, sobretudo, voltar novamente o meu olhar crítico para o que se passa deste lado do Atlântico, provocando risos... se possível!
Por agora é tudo. Até breve!

Friday, February 23, 2007


Regresso ao Far West!

Há quem diga que andar distraído é mau, e que temos de andar com atenção, blá, blá... Sinceramente, eu considero que andar distraído torna a vida mais interessante... é so surpresas!

Hoje quando ia a atravessar a rua para o escritório deparei-me com algo estranho: uma carrinha de caixa aberta, igual a muitas outras que há por aqui, só que esta estava pintada como se fosse uma bandeira do Texas, e levava lá dentro um casal de cowboys com cerca de 70 anos... estranho... “donde é que estas aves raras escaparam?” pensava eu enquanto atravessava a rua. Do outro lado da rua cruzei-me com mais uns seres vestidos de forma estranha: botas de cowboy, chapéus e camisas a condizer... Mas como era sexta feira, casual day, e estamos no Texas, decidi ignorar os sinais mais do que evidentes de que algo se passava...

À hora do almoço, novo sinal: quando olhei janela fora do 16º andar, reparei que a igreja em frente ao escritório estava rodeada de mesas redondas, uma banda a tocar, e duas limousines. Portanto, parecia um casamento, não fosse a bandeira gigante do Texas!!! Confesso que, mesmo assim, ainda pensei que pudesse ser alguma tradição estranha desta malta.

Só me apercebi, verdadeiramente, que algo se passava nesta sexta feira quando reparei que o “casamento” era patrocinado pela empresa que gere o complexo de edifícios do Allen Center (onde fica o nosso escritório)!

Como a curiosidade é sempre forte demais, fui investigar e descobri que... hoje é “Go Texan Day!” Imperdoável! Como é que eu me pude esquecer que estamos quase a chegar à data de abertura do “Houston Livestock Show and Rodeo”, provavelmente uma das maiores feiras de gado dos Estados Unidos, e o maior rodeo do mundo, que se realiza, todos os anos... na quarta maior cidade da América... estranho!

As hostilidades começam com o “Go Texan Day”, em que a população da cidade é convidada a manifestar as suas origens (daí os chapéus, botas, etc.). Aqueles de vós que têm acompanhado os meus curtos relatos sobre a história do Texas ficarão satisfeitos por saber que existe, também, um “Go TEJANO Day”, em que a população é incentivada a manifestar as origens hispânicas do Texas... Possivelmente perseguindo os mexicanos a cavalo até à fronteira, mais próxima... vou esperar para ver. E, como esta malta é pouco complexada com a merda que tem andado a fazer ao longo dos séculos, também há um “Black Heritage Day”... vá lá, não lhes deu para chamar a este “Go Black Day”...

Entretanto, o “Go Texan Day” explica as botas de cowboy gigantes, pintadas, que se encontram espalhadas pela cidade há várias semanas... algumas delas mesmo ao pé de minha casa... Acorda Ricardo!!!

O mais curiosos é a quantidade de malta que adere ao “Go Texas Day”. Parece que toda aquela gente que habitualmente se comporta e veste de forma mais ou menos civilizada, aguarda o ano inteiro para tirar as suas roupas maravilha do armário!!! Pensando melhor... durante o ano inteiro há manifestações esporádicas de parolice cowboy... de vez em quando surgem uns chapéus, umas botas, e umas fitinhas daquelas que se usam em vez da gravata...

Bem, o rodeo chegou para ficar. Vão ser 3 semanas de far west: IIIIIIIHHHHHHAAAAAHHHHHHH!!!






















Monday, February 19, 2007

President’s Day

Pela primeira vez desde que se tornou presidente dos Estados Unidos, o “amigo” Bush deu-me razões para sorrir (sem contar com as vezes que choro a rir com as idiotices dele). Sim, hoje, pela primeira vez desde que estou cá, gozei um feriado! Dá jeito os feriados serem mesmo feriados, já que estes gajos são peritos em criar “feriados” nos quais se via trabalhar... enfim!

O feriado de hoje dá pelo nome de “President’s Day”, mas dada a proximidade com o Carnaval, e o “ser” que presentemente ocupa a Casa Branca, decidi rebaptizar o feriado “Dia do Palhaço”. Portanto, no dia do palhaço fui até ao Herman Park (vingança) sentar-me na relva a ler e a observar os meus amigos Esquilos (estou a tornar-me um fã!). O tempo passado no parque foi importante para por a cabeça em ordem e descontrair um bocado. Sinto-me bem em contacto com a natureza.

Neste momento estou a ler um livro brilhante que recomendo a todos: “Battle Cry of Freedom”, de James McPherson. Trata-se de um livro sobre a história da guerra civil americana, que começa nos anos que antecederam o conflito, explicando as suas causas e os eventos que o antecederam. É, de facto, uma boa base para conhecer esse conflito tão brutal e tão desconhecido da maior parte dos europeus. O livro ganhou o prémio Pulitzer e, como qualquer Pulitzer, consegue ser um trabalho de investigação que se lê a um ritmo vertiginoso, apesar de ter cerca de 880 páginas.
Posso confessar-vos que fiquei verdadeiramente chocado com os antecedentes da guerra e com a mentalidade de muitas pessoas de então, sobretudo em relação à escravatura. Por outro lado, também fiquei chocado por saber que, contrariamente à imagem que muitas pessoas têm, a guerra civil americana não teve por objectivo inicial o fim da escravatura, e que este objectivo só surgiu muito mais tarde como forma de enfraquecer os rebeldes... Também chocante é o facto de tudo se ter passado há menos de 150 anos. O mundo, de facto, evoluiu muito durante o Século XX, mas ainda há um longo percurso a percorrer. Pretendo dedicar umas linhas a este assunto noutra oportunidade.

Sunday, February 18, 2007

Massacre no Toyota Center

Eu costumo gozar com a minha vida solitária e dizer que é apenas a preparação para um viagem de vela em solitário. No entanto, as semelhanças não deixam de ser curiosas.
Tal como num barco, há sempre um dia reservado para a manutenção (neste caso as limpezas). É o “dia mexicano” lá em casa... “ola señor!” Sinceramente, prefiro fingir que estou no meu barco! A minha sorte é que o momento mexicano da semana dura apenas uma hora e tal, libertando-me para tarefas mais importantes... o ócio!

Hoje o programa pós-limpeza incluía um passeio, leitura no Herman Park, seguido de um jogo de hockey. Portanto, primeira passagem, Toyota Center para comprar o bilhete; segunda paragem, Herman Park, já que estava um dia de sol magnífico. O único problema era a hora adiantada, o que levou a que, quando cheguei ao parque, deparasse com inúmeros carros cheios de famílias que tinham tido a mesma ideia que eu! Confesso que também não deve ter ajudado o facto de ser fim de semana prolongado e de eu ter entrado junto ao Jardim Zoológico...

Acabei por optar por ir até ao parque em frente a casa (o Elleanor Tinsley Park) e deixar o Herman Park para amanhã. E assim foi. Uma corrida no parque, um banho e alguma comida mais tarde, dirigi-me ao Toyota Center para assistir ao que eu acreditava ir ser um grande jogo de hockey no gelo. Basicamente, os Aeros jogavam contra os Chicago Wolves pela segunda noite consecutiva. Sendo que, os Wolves são presentemente a melhor equipa da Liga (destacada no primeiro lugar), e os Aeros tinham ganho 4-1 na véspera perante um Toyota Center apinhado de gente (cerca de 13,000 espectadores). Embora a enchente da véspera se devesse ao facto de ter sido “hockey begginers night”, com promoções, explicações das regras, actividades, etc., eu ia esperançado de ver algo semelhante esta noite (até porque já não havia bilhetes de jeito para a noite anterior quando eu tentei comprar o meu).

E lá fui eu, a um Domingo (Family Day outra vez) ver os Aeros... serem completamente massacrados 8-0, em jeito de vingança pela noite anterior (parece que escolhi a noite errada para ir ao hockey...) Curiosamente, valeu a pena, os Wolves deram um espectáculo fenomenal, com jogadas espectaculares a fazerem lembrar a própria NHL. Para não variar (já que era “Family Day”, tivemos direito a porrada! Mas, desta vez, foi desde o início ao fim do jogo, com 3 “combates”, e as equipas quase constantemente reduzidas a menos 1 ou 2 jogadores por castigo. Os Aeros tornaram-se peritos nisso, adoptando uma táctica à Boavista, ou seja, se não sabes jogar, distribui fruta! Enfim, uma noite interessante!

Saturday, February 17, 2007

Historic Downtown

Os últimos fins de semana têm funcionado numa lógica de “vai onde o vento te levar...”, ou seja, a resposta à pergunta “o que vais fazer este fim de semana?” é simples: “não sei!” As únicas certezas são que levanto-me quando acordar, e que o pequeno almoço é no sítio do costume. O resto, logo se vê.

Hoje o guião foi basicamente o mesmo, com uma ligeira diferença: eu sabia que tinha de passar pela loja de fotografia para comprar material para revelar as minhas fotos em casa (decidi mesmo ser artista!). Despachadas as “compras” (que até demoraram um bom bocado devido à minha inexperiência) fui largar tudo a casa. Nessa altura fez-se luz sobre o que iria fazer! O meu corpo enviava uma mensagem ao cérebro a dizer que queria caminhar, e o cérebro obedeceu. Peguei no magnífico “Moon Guide to Texas” que o meu mano me ofereceu, e descobri que ainda não tinha ido à parte histórica de Downtown.

Problema resolvido, decidi ir a pé de casa até à baixa, pelo parque. Assim, pelo menos, tinha algum contacto com a natureza (algo de que estava a precisar depois de uma semana de trabalho). A referida zona histórica é delimitada pelas ruas Congress, Preston, Milam e Travis, e corresponde ao núcleo principal das primeiras ruas e edifícios de Houston, construídos após a fundação da cidade em 1836.

Como podem ver pela fotos, a maioria dos edifícios desta zona encontram-se bem conservados, e foram construídos num estilo arquitectónico semelhante ao que se encontra em Inglaterra e noutros países de influência britânica. A grande diferença para o resto da cidade é a concentração de edifícios históricos, já que estes existem salpicados pela baixa inteira, sendo um testemunho à capacidade das cidades americanas evoluírem e reinventarem-se.

De facto, é impressionante. Quando um edifício está decrépito, já não serve para o que se pretende, ou pode ser substituído por algo mais útil, simplesmente deita-se abaixo... Isto leva a que o histórico coexista lado a lado com o moderno, numa mistura que, apesar de tudo, consegue ser harmoniosa... ainda por cima sem planos de ordenamento... Dá que pensar como é que as cidades portuguesas com tantos planos são a confusão arquitectónica que são?

Esta tendência de demolir para construir de novo não é algo de moderno. Sempre existiu. O que leva a que, mesmo numa zona “histórica”, existam edifícios que, embora históricos, já não correspondem aos que inicialmente existiam naquela zona. No entanto, a cidade encontrou uma forma interessante e eficaz de perpetuar a memória. Em cada esquina existem placas a explicar a origem das ruas, as actividades que aí decorriam, os edifícios principais, e fotografias da época e dos edifícios que entretanto foram demolidos.

Estas placas também se podem encontrar ao longo das ruas, em frente aos edifícios mais importantes, ou a assinalar o local onde existiam edifícios importantes que entretanto foram demolidos ou destruídos.

Eu já tinha encontrado esta forma de “museu ao ar livre” na rua do comércio de Galveston – “The Strand”. É uma forma barata, eficaz, interessante e fácil de manter, de perpetuar a memória colectiva das cidades. Seria certamente uma boa solução para a baixa de Lisboa.

Terminada a visita histórica, decidi ir ao cinema (algo que também não pode faltar nos meus fins de semana). O único problema é que, esta semana, não havia nada que me chamasse, verdadeiramente, a atenção! Os filmes interessantes que ainda não vi só estreiam para a semana que vem...

Assim, acabei por ver o “mais interessante” dos menos interessantes, um filme chamado “Babel”, com o Brad Pitt. O filme em si é um pouco esquizofrénico, e relata 4 histórias interligadas que decorrem simultaneamente em 4 partes do mundo (US, México, Marrocos e Japão). Cada uma das histórias é igualmente trágica e triste (o que foi óptimo para o meu estado de espírito). O filme demonstra bem o egoísmo da natureza humana, a irracionalidade das políticas de emigração americanas e da histeria anti-terrorista, entre outros temas. No entanto, falta-lhe algo... não sei bem o quê, mas não chega a fazer o tão desejado “clique”. Apesar de tudo, foi a primeira vez que vi uma sala de cinema do Angelika Theater a abarrotar!

Depois do cinema, ainda fui fazer uma noitada para casa a revelar fotos. Não resisti! O meu mano já me tinha falado da “magia” de ver as imagens a aparecerem lentamente no papel, mas nunca imaginei que fosse uma experiência assim tão... mágica! De facto é maravilhoso e dá para imaginar o espanto das pessoas no Século XIX ao verem as primeiras fotos. Embora as coisas nessa altura fossem bem mais interessantes, com os inúmeros laboratórios que explodiam em pleno acto de revelação!

Quanto à minha experiência, fiquei satisfeito com as duas fotos que revelei, podem ser aperfeiçoadas... tenho de estudas mais um bocado. Para o próximo fim de semana há mais!

Wednesday, February 14, 2007

Para que conste...

Nos últimos meses, muito se tem escrito, dito, inventado sobre a situação em Timor Leste. Ainda a semana passada, a própria agência Lusa declarava que uma manifestação de pelo menos duas mil pessoas estava a decorrer em Díli... quando amanheceu, parece que afinal eram cerca de 200... Nos dias seguintes, os chefes de Suco (líderes tradicionais eleitos) de Díli fizeram um apelo à paz e lideraram uma manifestação nesse sentido... curiosamente pouco noticiada... Neste momento não se compreende o que se passa em Timor, nem o que anda a fazer o resto do mundo com aquele pequeno país. Os portugueses acusam os australianos, mas a agência Lusa parece a imprensa australiana... Sim, não nos esqueçamos que, quando os conflitos começaram o ano passado, as televisões portuguesas passaram as mesmas imagens de violência (filmadas no primeiro dia) durante uma semana, quando quem estava em Díli na altura diz que a situação já tinha acalmado... a desculpa da RTP: "não tinhamos outras imagens para mostrar"... De uma coisa podemos ter a certeza, a verdade já não vende jornais, nem conquista audiências, o tempo dos media independentes há muito que desapareceu!
No meio disto tudo, um jornal Britânico teve a coragem que falta aos outros órgãos de comunicação! Deixo-vos com o texto do "The Guardian", publicado hoje, dia 14 de Fevereiro 2007, Dia dos Namorados:
An East Timorese court hearing against the former Prime Minister of East Timor, Mari Alkatiri, has seen the charges dropped. No evidence was found that he was involved in or knew about the alleged hand-over of weapons to civilians at the time of the disturbances in East Timor last May.
These allegations were shouted from the housetops by the Australian media and by the ABC in a special Four Corners program which ran with these scurrilous accusations and helped the campaign to force Mari Alkatiri’s resignation which was the objective of the Australian government. The ABC reporter Liz Jackson received a Walkley Award for this tissue of misrepresentations and lies.
Mari Alkatiri had committed the unpardonable sin of forcing Alexander Downer to make substantial concessions over the oilfields of the southern coast of East Timor and had to be removed from power.
Following the charges against him being dropped, Mari Alkatiri has threatened to take defamation action against the Australian media and to demand that Ramos Horta now Prime Minister and Xanana Gusmao East Timor’s President apologise. They had used the ABC allegations to pressure Alkatiri to resign.
Demonstrations against Mari Altakiri have once again taken place following the charges against him being dropped. Demonstrators demanded that the court officials who came to the conclusion that there were no valid charges against Alkatiri should be sacked.
The campaign of reactionary political circles in East Timor and in Australia is continuing. They are now concentrating on the presidential and parliamentary elections due to be held by the middle of this year. The presidential election is to be held on April 9 to be followed by the parliamentary election.
In the previous election Fretilin won the majority of seats and it is certain that the aim of the Australian and New Zealand governments and of Horta and Gusmao is to defeat Fretilin and put in power the representatives of other political forces and a government that will adopt policies more to the liking of the Australian and NZ governments.
Xanana Gusmao has repeatedly stated that he will not run again for the position of President while Ramos Horta has announced that he would stand provided no other candidate stands against him. His stand smacks of political blackmail.
Australia continues to maintain about 800 troops and New Zealand another 120 in East Timor and these two governments have refused to put their troops under UN command. There are also certain to be special forces operating for Australian intelligence agencies in East Timor. The UN has a sizeable number of police making up its peace-keeping mission.
The Australian and New Zealand governments have yet another deadly weapon in the person of Major Alfredo Reinado who was at the centre of the disturbances last year. He was jailed and has a charge of murder hanging over his head. However he was sprung from jail under the noses of Australian troops. Since then Australian officers have had discussions with Reinado and have made no attempt to re-arrest him although they have an obligation to do so.
A news item in The Australian last week said that a report presented to the UN Security Council dated February 1, said that Alfredo Reinado posed a risk to a free and fair election while he remained at large. The report said that several attempts involving Ramos Horta, the UN and the East Timor military had failed to convince Major Reinado to turn himself in.
In contrast the Australian and New Zealand governments made no secret of their wish to see Alkatari arrested, found guilty and thrown in jail.Reinado having received training at the Canberra military academy has family and military connections in Australia. It is clear that the Australian government wants to keep him in the foothills out of Dili ready to cause new disturbances to disrupt the elections should it appear that Fretilin still holds a majority support among the people of East Timor.

Sunday, February 11, 2007

Rice University

Hoje dei comigo a caminho da “Rice University”, uma das universidades mais famosas de Houston (senão a mais famosa). A razão da minha deslocação era puramente lúdica: decorria, este fim de semana, a “Owl Con 2007”, uma conferência/encontro de jogos. Embora nenhum dos jogos a que habitualmente me dedico estivesse representado (ou melhor, o LOTR estava, mas ninguém se inscreveu no torneio) decidi ir à mesma para sondar o ambiente.

O “campus” da Rice University ocupa uma vastíssima área da cidade, onde se inserem as diversas faculdades, residências, complexo desportivo, bibliotecas, etc. O complexo é impressionante. São vários (muitos) hectares onde os edifícios se “escondem” no meio de parques e jardins cheios de árvores, cadeiras de baloiço, bancos, mesas, caminhos para peões e bicicletas, etc. Tudo dentro dum complexo murado, mas aberto ao público.

Este “paraíso” dentro da cidade, ao Domingo, consegue ser inspirador (daí que, pela primeira vez desde que começou este blog, tenha decidido sentar-me a escrever in loco). Reina o silêncio, os esquilos saltitam de um lado para o outro observando as pessoas e não têm receio de se aproximar. Inúmeros pássaros (alguns que nunca tinha visto) partilham o espaço com os amigos felpudos... As ocasionais pessoas que se cruzam a pé ou de bicicleta não fazem barulho...

Vêem-se inúmeras pessoas a passear cães, o que dá origem a um espectáculo divertidíssimo que consiste em ver os cães correrem atrás dos esquilos e estes, sempre atentos, a pisgarem-se árvore acima, onde ficam quietinhos até os cães se irem embora. É impressionante, mas os esquilos conseguem detectar os cães quando estes estão a cerca de 150 metros de distância!

Quanto à conferência propriamente dita, não fugiu muito do habitual: inúmeras pessoas bem dispostas a dedicarem-se ao seu hobby, ocupando várias mesas compridas; e várias bancas de lojas a venderem material. Confesso que consegui resistir à tentação de “ir às compras”, embora houvesse para lá muita coisa interessante. Dois jogos que me chamaram a atenção: “Pirates of the Spanish Main” e “Pax Romana”. Vou ter de investigar...

Este post tem de ficar por aqui... o céu está completamente preto e começou a pingar-me em cima da cabeça! Quanto aos esquilos... esses continuam alegremente a apanhar sementes da relva e a comer. De vez em quando olham para mim com um ar curioso. Sinto-me como um bicho no jardim zoológico. Ao menos estes não atacam!










Hannibal Rising

Depois de uma tarde passada no meio de tanta tranquilidade, nada como acabar o dia no cinema a ver o “Hannibal Rising”, o filme mais recente acerca do herói do Silêncio dos Inocentes, o nosso “amigo” Hannibal Lecter, que conta o início da história, ou seja, como ele se tornou no “monstro”! Adorei o filme e fiquei cheio de vontade de ler os livros... parece que ainda conseguem ter mais pormenores deliciosos... I can smell your fear...

Deixo-vos com umas imagens “Hannibalianas” de Bayou Bend... é o que dá deixarem meninos pequeninos brincarem com filtros...


Saturday, February 10, 2007


Bayou Bend

Mais um fim de semana, mais um local a visitar… hoje a decisão era entre o “Downtown Aquarium” e o “Bayou Bend” e, para variar, acordei sem ter a mínima ideia para onde ia. Primeira paragem: pequeno almoço; segunda paragem: cinema para comprar bilhete para o “Hannibal Rising” hoje à noite (estreou ontem!); terceira paragem: loja de fotografia para comprar mais um rolo a preto e branco e uns filtros em segunda mão; quarta paragem: Bayou Bend! Não pensem que foi consciente... fui puro acaso... não me perguntem porque é que fui para o Bayou Bend. Basicamente estava na faixa da direita para ir para o Aquário e, à última da hora, guinei para a esquerda para o outro sítio... acontece, apeteceu-me... ao menos não me arrependi!

A semana passada falei-vos da “Menil Collection”. Pois bem, o Bayou Bend é mais um exemplo (dos muitos que existem nesta cidade) de um museu que nasceu da oferta de um benemérito. Mas, como devem estar todos curiosos para saber exactamente o que é o Bayou Bend, passo a explicar. Os irmãos Hogg (dois irmãos e uma irmã, de nome Ima) eram filhos do primeiro governador do Texas nascido no Estado e, no início do Século XX, depois da família se ter tornado riquíssima por ter tido a sorte de descobrir petróleo na sua quinta, decidiram mudar-se para Houston. O irmão Will e um grupo de companheiros decidiu criar a zona de River Oaks como um local de habitação de qualidade longe da confusão da cidade (que se tornou durante algum tempo no modelo para planeamento urbanístico nos EUA), e reservou uma parcela com vários hectares para uma casa para ele e para os dois irmãos. E aqui começa a odisseia...

A dita parcela, junto ao Buffalo Bayou, não passava de um matagal cheio de árvores centenárias e outra vegetação. No entanto, Ima e companhia decidiram que a casa não iria ser construída à custa da desbastagem das árvores que sempre haviam crescido naquela zona. A solução encontrada foi a manutenção do maior número de árvores possível, e de TODAS as árvores mais antigas. O resultado foi uma casa magnífica, no meio de uma floresta de sonho. Ao longo dos anos, Ima dedicando o seu tempo a planear os jardins da casa, em que deveriam coexistir plantas e flores naturais do Texas e do Sul, pré-guerra civil, e a floresta tradicional daquela zona. O resultado foi um jardim magnífico que, ainda hoje, sobrevive, em parte devido ao voluntariado e às doações do “River Oaks Garden Club”.

Outro passatempo de Ima Hogg era coleccionar mobília antiga e artes decorativas americanas. E nisso, ela era muito boa! Durante a sua vida, Ima foi coleccionando peças de mobília e de artes decorativas características de diversas épocas da história dos Estados Unidos, juntando uma colecção que abrange os períodos entre 1620 e 1870. Cada sala da casa foi decorada de forma a reflectir um período, e o seu esforço de decoração abrangeu tudo, desde a mobília propriamente dita, aos painéis de parede, papel de parede, etc., que ia comprando pelo país fora. O resultado é espantoso: uma verdadeira viagem pela história deste país, contada através da decoração. Confesso que nunca imaginei que a mobília e a decoração pudessem contar tanto acerca das relações familiares e organização do dia-a-dia!

Em 1957 (ainda em vida), Ima Hogg decidiu doar a casa e respectivo recheio ao Museum of Fine Arts Houston, para ser transformada numa casa museu, capaz de “unir a América através da sua herança comum.” Ima supervisionou pessoalmente a criação do museu e, até à sua morte em 1975, continuou a adquirir peças para doar ao mesmo!

O resultado é algo de fabuloso, como podem ver pelas fotos. Infelizmente, é proibido tirar fotografias dentro da casa, mas se quiserem investigar mais acerca deste museu maravilhoso: http://www.mfah.org/bayoubend/main.asp?target=home. Na página encontrarão descrições das salas do rés-do-chão, e imagens de 360º. Os jardins são, igualmente, impressionantes, embora, pelo que me apercebi, deve ser ainda mais magnífico na primavera.























Ricardat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Mirandistan...

Pois é, decidi inspirar-me no magnífico Borat (para quem ainda não conhece a figura, sugiro a consulta de: http://en.wikipedia.org/wiki/Borat) para resumir a minha presença aqui neste país “tão desenvolvido”... aliás, eles são tão desenvolvidos, tão desenvolvidos, que até já estão a considerar privatizar os serviços secretos! É verdade!

Citando a agência Lusa, “A revista com mais influência na actual equipa dirigente da Casa Branca, a neoconservadora "The Weekly Standard", defende, na sua última edição, a privatização de serviços de apoio à espionagem da CIA.”

Nas palavras do fulano que assina o artigo, os serviços secretos americanos precisam de mais concorrência para se tornarem melhores... É óbvio que o facto da privatização implicar que uma parte importante dos serviços secretos (a recolha e tratamento de informação confidencial) deixaria de estar sob o controlo dos órgãos democraticamente eleitos não tem nada a ver com o apelo... Sobretudo numa altura em que os maluquinhos da guerra no partido republicano estão em pânico por o Presidente da Comissão do Senado que controla as secretas ser de esquerda e, imagine-se, ter lutado recentemente pela melhoria dos direitos dos trabalhadores e pequenos agricultores! Malandro!

Para o “artista” que escreveu o artigo, dois exemplos do mau funcionamento da CIA são a incapacidade de prever o 11 de Setembro (quando se sabe que houve um relatório a alertar para esse acontecimento que foi ignorado pelo governo...), e o facto de terem gasto 30 mil milhões de dólares para concluírem que o Iraque estava cheio de armas químicas quando, afinal, não havia uma única (se calhar o facto do governo ter dito, antes de ter provas, que elas existiam condicionou “um pouco” a investigação...)

A solução mágica seria privatizar para melhorar a produtividade, dando acesso a dados classificados e operações de espionagem a empresas privadas. Na cabeça deste “intelectual”, até seria mais seguro ter privados a lidarem com dados constitucionalmente protegidos! Maravilha... cada vez sinto-me mais seguro neste mundo!

A título de curiosidade, a revista dá cerca de um milhão de dólares de prejuízo por ano, mas Rupert Murdoch (sempre o mesmo) não pretende vendê-la... o que não deixa de ser estranho, já que o Mr. Murdoch nunca faz nada para perder dinheiro... Se calhar terá alguma coisa a ver com a influência da revista junto da Casa Branca já que, segundo dados vindos a público, só o gabinete do vice-presidente Cheney adquire 30 exemplares por semana!!!

Acho que vou levar esta proposta para Portugal (“cultural learnings for make benefit...”)... e já agora, também os (verdadeiros) testes americanos, que parecem-me ser uma boa forma de melhorar os resultados nos exames nacionais... Mas como o meu objectivo aqui é também contribuir para a aprendizagem dos americanos, deixo-vos com uma proposta para o combate ao terrorismo que vou levar à Casa Branca:

http://www.youtube.com/watch?v=a258t9t92aU&NR

Dzienkuje! Me like the US and A… Is-a very nice. I leave you interview my friend Ali G with Posh Spice and Beckham!

http://www.youtube.com/watch?v=tdjOuXMaba4

And etiquette class in South…

http://www.youtube.com/watch?v=E_6fRsaJLkc&mode=related&search=