Oh my name it is nothin’
My age it means less

faltam uns mesitos... e não é que tinha razão! Depois do maricas do Gustav (também, com um nome desses do que é que estavam à espera) ter ficado parado por cima do Louisiana como castigo pelos franceses (também são maricas, não se esqueçam) terem construído uma cidade em cima de um pântano em plena rota de furacões (são mesmo estúpidos), agora é a vez do Ike dizer Aloha ao Texas. Tudo indica que tenhamos um "direct hit" lá para 6ª-feira ou Sábado... Ainda bem que 4ª à noite viajo para Portugal para os anos da Caina!Ali em Sagres... o olhar é levado obrigatoriamente ao mar... o mar que nos cativou, o mar que nos levou, o mar que nos cativa, o mar que nos levará! Olhando o mar imaginamos o que fica além, as maravilhas que nos esperam, sem nunca esquecermos as que temos de deixar para trás para encontrar algo de novo. Tudo na vida é uma viagem... tudo é feito de largadas e atracagens. Largamos de um porto para chegar a outro. Temos de deixar o passado para trás para chegarmos ao futuro. O futuro está ao virar da esquina. Neste momento preparamos o navio para mais uma viagem. A única certeza: chegaremos a um novo porto! E lá... encontraremos algo de novo... por isso mesmo, ficaremos sempre a ganhar!
O mar ensina-nos a enfrentar a vida... aliás, existe um livro muito bom que faz esse paralelismo, e que recomendo a todos: "First you have to row a little boat" de Richard Bode. Entre outras coisas, o autor, a certa altura escreve uma frase que para mim diz tudo: "I can remain on shore, paralyzed with fear, or I can raise my sails and dip and soar in the breeze".
Neste momento de mudança e alguma incerteza, apetece-me dizer: "Encara a tempestade com o vento na cara, usa o vento para te levar onde queres ir, saboreia o sal que voa das ondas. Vive! VIVE! VIVE! Vive com o que o mundo te dá, encontra a beleza nas manifestações da natureza. Perante o que aparenta ser adversidade ou incerteza... sorri, leva com o vento, APRENDE! E sairás da tormenta mais sensato, com novas lições de vida, mais preparado para enfrentar a próxima tempestade. E devido à experiência adquirida, a próxima tempestade, afinal, parecer-nos-á apenas um pequeno chovisco. Se não enfrentares a tempestade, todos os choviscos parecerão um furacão... e falando em furacões... o Gustav vem a caminho... e eu vou sorrir...enquanto aprendo!

pensava eu enquanto atravessava a rua. Do outro lado da rua cruzei-me com mais uns seres vestidos de forma estranha: botas de cowboy, chapéus e camisas a condizer... Mas como era sexta feira, casual day, e estamos no Texas, decidi ignorar os sinais mais do que evidentes de que algo se passava...
Day!” Imperdoável! Como é que eu me pude esquecer que estamos quase a chegar à data de abertura do “Houston Livestock Show and Rodeo”, provavelmente uma das maiores feiras de gado dos Estados Unidos, e o maior rodeo do mundo, que se realiza, todos os anos... na quarta maior cidade da América... estranho!
Massacre no Toyota Center
uma mensagem ao cérebro a dizer que queria caminhar, e o cérebro obedeceu. Peguei no magnífico “Moon Guide to Texas” que o meu mano me ofereceu, e descobri que ainda não tinha ido à parte histórica de Downtown.
desta zona encontram-se bem conservados, e foram construídos num estilo arquitectónico semelhante ao que se encontra em Inglaterra e noutros países de influência britânica. A grande diferença para o resto da cidade é a concentração de edifícios históricos, já que estes existem salpicados pela baixa inteira, sendo um testemunho à capacidade das cidades americanas evoluírem e reinventarem-se.

meu estado de espírito). O filme demonstra bem o egoísmo da natureza humana, a irracionalidade das políticas de emigração americanas e da histeria anti-terrorista, entre outros temas. No entanto, falta-lhe algo... não sei bem o quê, mas não chega a fazer o tão desejado “clique”. Apesar de tudo, foi a primeira vez que vi uma sala de cinema do Angelika Theater a abarrotar!
fotos que revelei, podem ser aperfeiçoadas... tenho de estudas mais um bocado. Para o próximo fim de semana há mais!
diversas faculdades, residências, complexo desportivo, bibliotecas, etc. O complexo é impressionante. São vários (muitos) hectares onde os edifícios se “escondem” no meio de parques e jardins cheios de árvores, cadeiras de baloiço, bancos, mesas, caminhos para peões e bicicletas, etc. Tudo dentro dum complexo murado, mas aberto ao público.
observando as pessoas e não têm receio de se aproximar. Inúmeros pássaros (alguns que nunca tinha visto) partilham o espaço com os amigos felpudos... As ocasionais pessoas que se cruzam a pé ou de bicicleta não fazem barulho...
cima da cabeça! Quanto aos esquilos... esses continuam alegremente a apanhar sementes da relva e a comer. De vez em quando olham para mim com um ar curioso. Sinto-me como um bicho no jardim zoológico. Ao menos estes não atacam!



estava na faixa da direita para ir para o Aquário e, à última da hora, guinei para a esquerda para o outro sítio... acontece, apeteceu-me... ao menos não me arrependi!
início do Século XX, depois da família se ter tornado riquíssima por ter tido a sorte de descobrir petróleo na sua quinta, decidiram mudar-se para Houston. O irmão Will e um grupo de companheiros decidiu criar a zona de River Oaks como um local de habitação de qualidade longe da confusão da cidade (que se tornou durante algum tempo no modelo para planeamento urbanístico nos EUA), e reservou uma parcela com vários hectares para uma casa para ele e para os dois irmãos. E aqui começa a odisseia...
passava de um matagal cheio de árvores centenárias e outra vegetação. No entanto, Ima e companhia decidiram que a casa não iria ser construída à custa da desbastagem das árvores que sempre haviam crescido naquela zona. A solução encontrada foi a manutenção do maior número de árvores possível, e de TODAS as árvores mais antigas. O resultado foi uma casa magnífica, no meio de uma floresta de sonho. Ao longo dos anos, Ima dedicando o seu tempo a planear os jardins da casa, em que deveriam coexistir plantas e flores naturais do Texas e do Sul, pré-guerra civil, e a floresta tradicional daquela zona. O resultado foi um jardim
magnífico que, ainda hoje, sobrevive, em parte devido ao voluntariado e às doações do “River Oaks Garden Club”.
dita, aos painéis de parede, papel de parede, etc., que ia comprando pelo país fora. O resultado é espantoso: uma verdadeira viagem pela história deste país, contada através da decoração. Confesso que nunca imaginei que a mobília e a decoração pudessem contar tanto acerca das relações familiares e organização do dia-a-dia!
morte em 1975, continuou a adquirir peças para doar ao mesmo!


Como é que um Portuga-Australiano acaba perdido no Texas e... o que é que a sua mente (supostamente aberta) acha de tudo isto...